Mostrando postagens com marcador Poema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poema. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Me pergunto por quanto tempo ?


Por quanto tempo te amarei em silêncio,
Por quanto tempo no meu peito o coração vai bater descompassado, quando te vejo.
Por quanto tempo você vai revirar tudo em mim me deixando com mesmas interrogações.
Desejo teu beijo ainda...
Entrego-te a lua a cada anoitecer...
Espero que sinta o meu beijo chegando no vento que toca a tua pele de leve.
Ou que ele te conte os segredos que contei em segredo pra ele.
Mandei o beijo de despedida pelo beija –flor que passou por mim nessa manhã tão triste sem sua presença.
Mas meu coração se conforta em saber que está feliz mesmo que não seja ao meu lado.
Rosa vermelha que ainda me machuca com seus espinhos.
Mas de perfume
bom.

Thaíza Alexandre

terça-feira, 30 de junho de 2009

Beijo...


Sonhei essa noite que nossos lábios se encontraram novamente.

Acredito que sonhei, porque foi uma das coisas que mais desejei depois do seu ultimo beijo.

Ali meio que diferente de qualquer outro, em uma despedida ""triste".

Sei que não lembra...

Se caso um dia queira saber ...

Me peça que te contarei com muito prazer.

Você fez com que no meu peito palpitasse novamente um coração que deseja amar...

Amar apenas, sem esperança de retorno.

Quem sabe um troca?

Tenho medo da vontade de estar na sua presença.

Não sei como farei daqui pra frente.

Acho que tentarei seguir minha vida com a lembrança de uma "paixão".

Com o gosto do teu beijo.

Com meus pensamentos a teu respeito.

E agradecerei eternamente por ter vivido esse momento singular com você.

Obrigada beijo novo.
Thaíza Alexandre

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Está guardado

Guardo em mim o teu cheiro...
O toque das tuas mãos
O gosto do beijo
Os cachinhos dos teus cabelos
Guardo, em mim... A vontade de te ter.
Guardo a vontade de ser tua
Dos nossos sonhos
Os nossos desejos.
Está aqui, meu preto!
Guardo tudo na minha caixinha preta.
Tudo preso em mim...
Pronto pra se libertar.


Thaíza Alexandre

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Mudam-se os Tempos

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.


Luís de Camões

sexta-feira, 13 de março de 2009

Ao homem que me fez chorar

O veículo que antes caminhava
Agora parou.
A porta antes fechada
Agora aberta.
O cobrador saí pela porta.
Até então aberta.
Em direção ao cobrador, vem um homem a caminhar.
Que tem voz, mas não sabe falar.
Das suas mãos nascem gestos que clamam por ajuda.
O cobrador olha para o homem mas parece não enxerga-lo.
O homem volta de onde veio.
Logo em seguida o cobrador retorna ao seu posto.
O homem surge novamente, desta vez com um fardo de alimentos nas mãos, que parecem não suportar o peso
O cobrador, toca no ombro do motorista que arrasta o veículo deixando paratrás o homem que me fez chorar.
Deixando para trás...
O homem de pele preta
De passos arrastados
De pele marcada pelo tempo
O homem que pega na enxada 8 horas por dia sol a sol
O homem que não sabe falar
O homem que não consegue gritar
Diante da situação, também não consigo falar nem gritar
Me resta apenas algumas lágrimas de indignação e da injustiça.

Thaíza Alexandre

domingo, 1 de março de 2009

Corpo aberto



Muito lindo! Me apaixonei a primeira lida. Talvez, por já ter passado por isso e cofesso espero ansiosa, passar novamente.

Meu corpo sente cada tremor
Que a sensação de um beijo provoca
Meu corpo palpita o amor
A cada vez que tu me tocas
Meu pensamento fica mudo
E meu corpo explode o grito
Você me diz saber de tudo
E eu vou fingindo que acredito
Faço do meu corpo abrigo
E o exponho ao perigo
Mas corro o risco só contigo
Pois, já conheço as curvas de tua estrada
Ainda que eu não tenha uma noção detalhada
E mesmo se o óbvio se tornar incerto
De uma coisa ao menos estarei certo
Seguirei o teu caminho de corpo aberto.